A força do passado, um exemplo para o futuro
Diogenes Jucá Bernardes nasceu em Maceió, no dia 19 de janeiro de 1917. Filho de Waldemar Loureiro Bernardes e Bárbara Jucá Bernardes, estudou no colégio Diocesano onde, conclui sua primeira fase escolar com reconhecimento mérito.
Ingressou na conceituada Faculdade de Medicina da Bahia, aos 15 anos, tendo sido brilhante o suficiente para ficar isento de prestar exames orais na complementação dos conceitos acadêmicos.
Aos 21 anos, formado, regressa a Maceió, e é nomeado Médico-Sanitarista da Secretaria de Saúde do Estado. Logo sua excelente reputação é ratificada pelo meio científico e pela sociedade.
Homem sensível, generoso, possuía formação humanista e cristã. No exercício de sua profissão e convivência, fez a opção preferencial pelos pobres. A medicina tornou-se seu sacerdócio. Trocou o consultório tradicional pelas casas de taipa, vilas operárias, mercados, etc. Aonde houvesse um ser em aflição lá estava ele levando conforto espiritual e sabedoria médica para curar a dor e aliviar o sofrimento.
Solidário e culto, acreditava numa sociedade igualitário e justa. Mesmo aqueles que, por qualquer razão, dele discordavam, jamais foram capazes de não respeitá-lo e admirá-lo .
Diogenes Jucá é um legado de fé e esperança para todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo: sua esposa Hermé de Mendonça Bernardes, seus onze filhos, parentes, amigos, gerações de alunos do instituto de Educação, colegas médicos e principalmente para o povo oprimido que teve nele um guardião e defensor dos seus, ainda explorados, direitos.
Aos dois dias do mês de dezembro de 1975, ficamos todos órfãos. Seu coração não aguenta e pára. Nascia nos corações dos que o amavam a certeza de que, na constelação dos seres vivos, o Doutor Diogenes continuará a ser uma estrela guia. |
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